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À Tua Ausência

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  A distância ingrata que nos separa é, para mim, um suplício que corrói lentamente os alicerces da alma. Os dias arrastam-se em uma lentidão insuportável, e as noites – oh, as noites… – são assombrosas, pesadas como pedras sobre o peito. No meu quarto silencioso, onde apenas o tique-taque do relógio testemunha minha solidão, volto o olhar para a lua através da janela e imagino – com a ternura dos que amam demais – que, talvez, neste exato instante, teus olhos também se percam na mesma luz suave e prateada. Imagino que a brisa noturna te acaricie a pele como antes faziam meus dedos. Que o luar derrame sobre ti o mesmo afago que, em tua ausência, eu gostaria de te oferecer. E fecho os olhos – não por desejo de dormir, mas pela necessidade de te sonhar. É então que tua imagem me visita: viva, quente, próxima. Sinto tua respiração misturar-se à minha, teus murmúrios insinuarem-se no silêncio como uma música conhecida. Tua voz, que me falta, reaparece no espaço rarefeito da imaginação....

O Paradoxo do Livre-Arbítrio

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Disponível para venda no Google Play Livros Introdução Poucas ideias exerceram tanta influência sobre a humanidade quanto a crença de que somos livres para escolher. Essa convicção moldou sistemas jurídicos, inspirou códigos morais, fundamentou doutrinas religiosas e influenciou praticamente todas as sociedades conhecidas. A noção de que cada indivíduo é responsável por seus atos está presente em nossas leis, em nossas relações pessoais e na maneira como compreendemos a justiça. No entanto, basta examinar essa ideia com um pouco mais de atenção para surgirem perguntas difíceis de ignorar. Somos realmente livres? Ou apenas acreditamos que somos? Se Deus conhece antecipadamente todas as nossas escolhas, essas escolhas podem ser consideradas verdadeiramente livres? Se tudo acontece conforme um plano divino, existe espaço para decisões independentes? E, se existe, como conciliar essa liberdade com as inúmeras intervenções divinas descritas nas Escrituras? Essas perguntas acompanham a human...

Tempestade de Amor

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  Meu coração não aprendeu a amar em pílulas de afeto, nem a se satisfazer com sussurros frouxos. Ou me entrego inteiro, com a alma em chamas, ou recolho o fogo para dentro de mim e o guardo para sonhos que realmente mereçam arder. Não sei sentir em pequenas gotas, como quem toca a superfície da água e recua antes de se molhar. Quero a tempestade – o dilúvio que invade cada fresta, que transborda pelas janelas da alma, ainda que seja apenas uma miragem dançando por uma noite antes de se dissipar na claridade pálida da manhã. Se não for assim, que não seja. Prefiro a solidão ao amor que não inflama. Não me atraem romances frágeis, paixões escondidas atrás de silêncios ou corações que se saciam com migalhas. Não quero restos de sentimentos nem presenças pela metade. Não sei ser morno, muito menos brincar de afetos que não aceleram o pulso. Quero um amor que transborde, que chegue como vendaval, me roube o fôlego e devolva a vida quando eu encontrar, nos olhos da outra pessoa, o refle...

A Última Restauração

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Link Amazon: https://www.amazon.com.br/dp/B0H1T1X8DW  Link: Uiclap:  https://loja.uiclap.com/titulo/ua180000 A chuva começou antes da meia-noite. Primeiro tímida, quase delicada, desenhando fios prateados sobre os telhados escuros da cidade. Depois veio o vento, forte e insistente, dobrando árvores, fazendo os fios elétricos cantarem no escuro e empurrando nuvens densas contra o céu. A velha casa permanecia acesa no alto da colina. Vista de longe, parecia uma embarcação perdida em mar revolto – isolada, silenciosa, resistindo. No andar superior, atrás das janelas pintadas de azul desbotado, uma mulher ainda trabalhava. Amélia Mendonça não percebia o tempo. Havia horas desde que o jantar esfriara intacto sobre a mesa e desde que o relógio da sala marcara meia-noite. O mundo do lado de fora desaparecera para ela. Restavam apenas o som da chuva, o cheiro de tinta e a tela diante de seus olhos. O ateliê era pequeno, mas carregava uma beleza silenciosa. Estantes antigas cobria...

Epitáfio

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Link para compra: https://www.amazon.com.br/dp/B0H8JPK2VJ Epitáfio : um romance sobre silêncio, perdas e sobrevivência emocional. Dedicatória Dedico este livro a todos aqueles que um dia confiaram demais. Aos que entregaram o coração sem reservas e descobriram tarde demais que algumas pessoas sabem sorrir enquanto escondem punhais. Aos que perderam noites tentando compreender ausências, traições, abandonos e despedidas que nunca tiveram explicação. E também aos que sobreviveram. Porque sobreviver, muitas vezes, é o ato mais silencioso e corajoso que um ser humano pode realizar. Prefácio Existem dores que não fazem barulho. Não deixam sangue no chão, não quebram ossos, não aparecem em exames médicos. Ainda assim, conseguem destruir uma pessoa por dentro lentamente, como ferrugem corroendo metal em silêncio. As maiores tragédias humanas quase nunca acontecem diante de multidões. Elas acontecem em quartos escuros, em madrugadas insones, atrás de olhares cansados que contin...